Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

DVD “Revelação – 30 anos de História” ainda é o melhor do ano

Únicos concorrentes à altura estão no forró, com Taty Girl, Márcia Fellipe e Wesley Safadão

Foto: Instagram

Nada de novo no fronte. Assim estão os projetos audiovisuais desse ano, que começou sem muitas novidades e nada tão impressionante por parte dos artistas de diversos gêneros. O mercado de DVD’s musicais anda cada vez mais acelerado, com alguns querendo estourar uma música do dia pra noite. Outros fazem coisas gigantesas por puro ego, mas o repertório deixa a desejar. E até o momento, apenas quatro projetos se destacaram de verdade como os grandes do ano: Grupo Revelação – 30 Anos de História, Taty Girl – O baú da Taty, Márcia Fellipe – Retrô e Wesley Safadão com seu DVD de vaquejas e forró raiz.

O álbum ao vivo do Revelação é uma verdadeira celebração à história do grupo, que há três décadas embala o pagode com sua identidade inconfundível. A gravação reuniu convidados renomados como Péricles e o próprio Xande de Pilares. Produzido por Bira Hawai, o projeto trouxe uma setlist que passeia por toda a trajetória da banda, entregando nostalgia e qualidade sonora de sobra. Para quem ama o estilo, é um prato cheio. Até o momento, pelo repertório e pelo contexto do álbum, é o melhor projeto ao vivo do ano com sobras.

Taty Girl foi além e entregou o que pode ser chamado de o maior baú da história do forró. Esse DVD mergulha fundo nos clássicos do gênero, trazendo sucessos que marcaram gerações e que até hoje embalam festas e vaquejadas pelo Nordeste. O projeto reforça a importância da artista dentro do forró e resgata a essência de um tempo em que as bandas dominavam o cenário. Ela acertou em cheio e vive a melhor fase de sua carreira até então valorizando sua trajetória e a de parceiros no palco.

Seguindo essa mesma linha, Márcia Fellipe apostou no formato retrô mais uma vez e fez bonito com o repertório escolhido. O DVD traz clássicos do forró, relembrando grandes momentos da sua carreira e colocando em evidência canções que nunca saem de moda na sua voz. É daqueles lançamentos que fazem o público cantar junto do começo ao fim. O que são os feats de Márcia com Safadão cantando “Farra da Marcinha”, dos tempos de Garota Safada e seu encontro com Felipão – Forró Moral, dançando ao som de “Sem Querer”?!

E fechando essa lista, Wesley Safadão apostou em um projeto que fala diretamente com seu público fiel: “Bem-vindo ao meu mundo – Forró e Vaquejada”. Sempre inovando e trazendo grandes feitos para o mercado, Safadão entrega um trabalho pensado para os amantes do sertanejo e forró de vaquejada, um estilo que tem cada vez mais força no Brasil. Sua essência está ali, como pedida há muito tempo pelos fãs do cantor. Wesley sempre que quer sabe surpreender, assim como gravou músicas do sertanejo no arrocha, projeto também lançado neste ano.

Se 2025 começou assim, já dá para imaginar que teremos outros grandes lançamentos vindo por aí do forró e do pagode. Mas até agora, esses são os DVDs que marcaram o começo desse ano, que está voado diga-se de passagem. Infelizmente quem está deixando a desejar nos lançamentos é o sertanejo. Murilo Huff é quem apostou em um projeto mais intimista e surpreendeu. Vamos ver o que Léo Magalhães tem preparado para os 20 anos de sucesso dele. Não mais, é aguardar e conferir o que já temos de bom.

Para ouvir e assistir todos os álbuns citados, busque na Deezer e no Youtube. Divirta-se!

Galvão estreia em alto estilo na Band e se torna melhor opção para as segundas

Foto: Arquivo Pessoal

A estreia de “Galvão e Amigos” na Band era um momento muito esperado desde sua contratação, e eu, claro, fui conferir. No começo, parecia que seria um monólogo do Galvão – e vamos combinar, isso não seria nenhuma surpresa. Mas, com o tempo, ele conseguiu dar espaço para os convidados, e aí o programa engrenou de vez. Com Mauro Naves, Falcão, Casagrande e o convidado especial, Ronaldo, na roda, a conversa fluiu como um bom papo de resenha futebolística deve ser. O melhor de tudo: Sem a bagunça e a barulheira que certos concorrentes oferecem.

Um dos pontos altos da noite foi a pancada na CBF e na seleção brasileira. Com razão, porque a fase é desastrosa e merece mesmo ser questionada. Mas não ficou só nisso. Ronaldo contou os segredos de sua candidatura à presidência da entidade não ter saído do papel. O programa soube equilibrar bem as críticas com boas lembranças do passado, aquelas histórias que fazem qualquer fã de futebol sorrir. Detalhe importante no decorrer da atração: Ele não citou o Ayrton Senna em nenhum momento aleatoriamente – um dia de paz para o piloto no céu.

Se compararmos com o antigo “Bem, Amigos”, a diferença é gritante. No Sportv, tinha gente que não agregava em nada, pelo contrário, atrapalhava o Galvão e deixava o programa mais arrastado do que deveria ser. Agora, na Band, com um time mais afiado e participativo, o formato ficou muito mais solto e divertido. Tem debate, tem conversa boa, tem alfinetadas, tem nostalgia e, principalmente, tem conteúdo de verdade.

Tenho minhas críticas ao Galvão, como muita gente tem. Às vezes ele exagera em certas coisas, se alonga demais, cita pessoas em vão, mas não dá para negar: quando o assunto é contar histórias e mediar debates, ele é imbatível. Nem vemos o tempo passar. E, gostem ou não, ele segue sendo o maior narrador em atividade no Brasil. A forma como ele conduz as discussões e traz emoção para qualquer assunto, seja como apresentador ou como a voz dos jogos, é um diferencial que ninguém mais tem.

Com essa estreia, “Galvão e Amigos” se firma como a melhor opção para as noites de segunda-feira. Tem carisma, tem informação e acima de tudo, tem aquele espírito de resenha que todo amante do futebol gosta de acompanhar após um fim de semana cheio de jogos. Se mantiver esse ritmo, Galvão vai voar sem concorrência no horário nobre da programação esportiva. Ah, e como todo programa bom de assistir, merecia mais tempo no ar. 1h30 vai ser pouco pela qualidade entregue e por sua sagacidade em falar. Esse é o dom que ele tem e que todo comunicador inveja.

Única coisa boa de “Vale Tudo” é a abertura

Foto: Globoplay

A tão aguardada estreia do remake de “Vale Tudo” ocorreu na noite desta segunda-feira. Infelizmente, o primeiro capítulo não correspondeu às expectativas, apresentando uma narrativa engessada e atuações caricatas que não conseguiram capturar a essência da trama original. Apenas Taís Araújo e Antonio Pitanga brilharam de verdade com seus personagens.

A interpretação de Cauã Reymond como César, um modelo charmoso e oportunista, deixou a desejar. Apesar de sua reconhecida beleza, sua performance não convenceu no papel de sedutor, parecendo deslocada e sem a profundidade necessária para dar vida ao personagem. Parece que Cauã está tentando ser o galã de “Malhação”, jovenzinho do rolê, mas sem ter mais idade pra isso.

O roteiro original da novela de Gilberto Braga, agora adaptado por Manuela Dias, mostrou-se previsível e sem a intensidade que marcou a versão de 1988. As cenas careceram de emoção genuína, e os diálogos soaram artificiais, dificultando a conexão do público com a história. A antagonista, Maria de Fátima vivida por Bella Campos, também não convence.

Além disso, a direção artística de Paulo Silvestrini não conseguiu imprimir um ritmo envolvente ao episódio inaugural. As sequências foram conduzidas de maneira burocrática, sem inovações que pudessem revitalizar a narrativa para os telespectadores contemporâneos. Mas como dizem por aí, é só o primeiro capítulo. “Vale Tudo” recebeu o público do Jornal Nacional com 24 pontos de audiência, oscilou entre 22 e 25 pontos, terminando com média de 24,09.

O único destaque positivo – para mim, na minha bolha – foi a abertura da novela, que manteve a icônica canção “Brasil” na voz de Gal Costa, homenageando a produção original e trazendo um momento de nostalgia para os fãs com a presença de Gal ao final do clipe. No entanto, esse acerto isolado não foi suficiente para salvar um primeiro capítulo que, até o momento, não justificou o investimento em um remake de um clássico tão querido da teledramaturgia brasileira. Seguirei com minhas atividades no horário nobre. A novela não me conquistou.

Fernando Gago não aprendeu nada com o Boca de Bianchi

Foto: TyC Sports

O Boca Juniors atravessa um período turbulento, evidenciado pela derrota por 2 a 0 para o Newell’s Old Boys na última rodada do campeonato argentino, em Rosário. Essa derrota custou ao Boca a liderança do Grupo A, o deixando com 23 pontos, um atrás do novo líder, Tigre. Os gols do Newell’s foram marcados por Luciano Herrera e um gol contra de Lautaro Di Lollo. Além disso, Edinson Cavani desperdiçou um pênalti crucial durante a partida.

A eliminação precoce na fase preliminar da Copa Libertadores para o Alianza Lima treinado por Néstor Gorosito, intensificou as críticas ao técnico Fernando Gago. O desempenho inconsistente da equipe sob seu comando gerou insatisfação entre torcedores e parte da imprensa setorista do clube se movimentou para apontar diversas críticas. Diante desse cenário, a diretoria do Boca Juniors já havia pensado demissão de Gago mês passado, buscando uma mudança de rumo para a equipe. No entanto, uma virada de mesa o manteve no cargo. Hoje ele coloca a culpa em seu fraco trabalho em terceiros, nunca em si mesmo.

Os métodos de treinamento de Gago foram alvo de controvérsias. Ele implementou práticas inovadoras, como exercícios matemáticos para aprimorar a agilidade mental dos jogadores. No entanto, essas abordagens não se traduziram em resultados positivos em campo, levando a questionamentos sobre sua eficácia. Mascherano tentou fazer isso com a base da seleção argentina e passou vergonha nas Olimpíadas. O técnico xeneize já teve ótimos treinadores que o moldaram no futebol, inclusive Sabella na Seleção. Mas ele parece não ter aprendido nada com nenhum de seus maestros.

A comparação nostálgica com o período vitorioso sob o comando de Carlos Bianchi é inevitável no contexto que envolve o Boca. O atual time não conseguiu replicar a solidez e o sucesso daquela era, evidenciando uma lacuna entre as expectativas e a realidade atual do clube. Desde a saída de Ibarra como técnico, o Boca não se reencontra mais em campo. Parece ter esquecido sua própria essência de enorme clube que é. Após o vice-campeonato da Libertadores 2023 sob o comando de Jorge Almirón, o trabalho de Diego Martínez não emplacou e colocou Fernando Gago para realizar o sonho de treinar o clube, mesmo ele não estando preparado ainda.

Dentro de campo, o zagueiro Marcos Rojo tem se destacado por sua liderança, esforçando-se para trazer estabilidade à defesa e orientar os companheiros em momentos difíceis. No entanto, o desempenho coletivo da equipe permanece aquém do esperado, refletindo os desafios que o Boca Juniors enfrenta nesta fase conturbada. E questão que fica é de até quando Gago será o técnico desse time que necessita urgente de novos ares em Ezeiza.

A vida presta e Shawn Mendes está no auge dela

Foto: Globoplay

O show de Shawn Mendes no Lollapalooza Brasil 2025 foi uma celebração vibrante da conexão especial entre o artista e o público brasileiro. Ele tem uma vibe única que entrega a cada canção. Desde a abertura com “There’s Nothing Holdin’ Me Back”, Shawn demonstrou uma energia contagiante, cativando os fãs presentes no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Seu show foi um dos melhores do festival até agora, junto com a queridinha da geração Z, Olivia Rodrigo e o popstar brasileiro Jão.

A setlist equilibrada transitou entre sucessos consagrados e faixas mais recentes do astro canadense. Clássicos como “Treat You Better” e “Señorita” foram entoados em coro pela plateia, evidenciando a sintonia entre o cantor e seus admiradores. Músicas do álbum “Shawn”, lançado em novembro de 2024, também marcaram presença, incluindo “Isn’t That Enough” e “Heart of Gold”, esta última acompanhada por uma emocionante homenagem dos fãs, que ergueram balões amarelos em memória de um amigo do cantor. 

A performance de “Mas Que Nada” foi um dos pontos altos da noite. Ao interpretar o clássico brasileiro, Shawn reafirmou seu apreço pela cultura nacional. Ao final da canção, ele surpreendeu ao dizer em português: “A vida presta”, uma referência à atriz Fernanda Torres, que viralizou nas redes sociais. A relação de Shawn Mendes com o Brasil é marcada por momentos significativos.

Desde sua estreia no país em 2017, no Rock in Rio, o cantor expressa carinho pelo público brasileiro. Em 2019, retornou para apresentações individuais, embora tenha enfrentado desafios, como o cancelamento de um show em São Paulo devido a problemas de saúde. Após uma pausa na carreira para cuidar da saúde mental, Shawn escolheu o Rock in Rio 2024 para seu retorno aos palcos, declarando: “Brasil, você é uma luz neste mundo”. 

Esse amadurecimento artístico foi evidente no Lollapalooza 2025. Shawn apresentou arranjos sofisticados e uma presença de palco confiante, refletindo sua evolução como músico e intérprete. A interação calorosa com os fãs, descendo do palco para abraçá-los e incorporando elementos da cultura brasileira em sua apresentação, reforçou a autenticidade de sua conexão com o país. Suas passagens pelo Brasil sempre deixam marcas e boas lembranças.

O encerramento com “In My Blood”, acompanhado por fogos de artifício, simbolizou não apenas a grandiosidade do espetáculo, mas também a resiliência de um artista que, ao longo dos anos, construiu uma relação sólida e afetuosa com seus fãs. Shawn Mendes não apenas entregou uma performance memorável, mas também reafirmou seu lugar especial no coração do público latino, assim como fez em Buenos Aires na semana passada. Além de tudo, mostra que está vivendo a melhor fase da carreira e da vida com o amadurecimento que demonstra no palco.

Quem é o autor de “Balada”, maior hit do futebol internacional atualmente

Essa música nunca pode ficar de fora das playlist’s dos principais estádios do mundo, especialmente os da Colômbia, do México, do Oriente Médio, de Portugal e claro, da Argentina. Nessa semana então, tocou em dobro. O compositor por trás do sucesso “Balada” (Balada Boa – Tchê Tchê Rere Tchê Tchê) de Gusttavo Lima é Cássio Sampaio. Natural de Pernambuco, ele se destacou no mercado da música sertaneja ao criar hits que marcaram época, em especial por escrever tanta música boa sozinho.

Além de “Balada”, música que virou a chave da carreira de Gusttavo e também deu nome ao escritório do cantor, Cássio também é o responsável por “Festa na Piscina”, gravada por Carlos & Jader, e o sucesso icônico “Inquilino”, interpretado por Naiara Azevedo. Seu talento para compor refrões marcantes e melodias envolventes fez com que suas músicas fossem gravadas por grandes nomes do gênero.

Foto: @cassiosampaiooficial

Balada”, lançada em 2011, se tornou hit mundial e atemporal, levando a música brasileira para diversos países no mundo. A letra chiclete acabou consolidando Gusttavo Lima como um dos principais nomes do sertanejo universitário. Ela chegou para o repertório do segundo DVD do cantor faltando poucas horas para o projeto ser gravado. Improvisando nos arranjos, Maestro Pinocchio nem conseguiu ensaiar com a banda e a música foi feita ao vivo, gravada diversas vezes para se tornar um video que iria pro DVD. Isso também ajudou o público a decorar a letra com muita facilidade e na mesma semana, ela já foi parar nas rádios se tornando o sucesso que é.

Nos últimos anos, “Balada” se tornou uma das músicas mais tocadas nos estádios e ficou atrelada ao futebol brasileiro internacionalmente. Talvez pela letra e melodia contagiante, ela caiu no gosto das torcidas. Na última terça-feira, o goleiro Dibu Martízes chegou a postar o hit para comemorar a vitória da Seleção Argentina contra o Brasil, na goleada por 4×1 no Monumental de Núñez. Se a música já era queridinha dos boleiros, agora se tornou ainda mais. Sorte do Cássio, autor único desse hit futebolístico!