Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Única coisa boa de “Vale Tudo” é a abertura

Foto: Globoplay

A tão aguardada estreia do remake de “Vale Tudo” ocorreu na noite desta segunda-feira. Infelizmente, o primeiro capítulo não correspondeu às expectativas, apresentando uma narrativa engessada e atuações caricatas que não conseguiram capturar a essência da trama original. Apenas Taís Araújo e Antonio Pitanga brilharam de verdade com seus personagens.

A interpretação de Cauã Reymond como César, um modelo charmoso e oportunista, deixou a desejar. Apesar de sua reconhecida beleza, sua performance não convenceu no papel de sedutor, parecendo deslocada e sem a profundidade necessária para dar vida ao personagem. Parece que Cauã está tentando ser o galã de “Malhação”, jovenzinho do rolê, mas sem ter mais idade pra isso.

O roteiro original da novela de Gilberto Braga, agora adaptado por Manuela Dias, mostrou-se previsível e sem a intensidade que marcou a versão de 1988. As cenas careceram de emoção genuína, e os diálogos soaram artificiais, dificultando a conexão do público com a história. A antagonista, Maria de Fátima vivida por Bella Campos, também não convence.

Além disso, a direção artística de Paulo Silvestrini não conseguiu imprimir um ritmo envolvente ao episódio inaugural. As sequências foram conduzidas de maneira burocrática, sem inovações que pudessem revitalizar a narrativa para os telespectadores contemporâneos. Mas como dizem por aí, é só o primeiro capítulo. “Vale Tudo” recebeu o público do Jornal Nacional com 24 pontos de audiência, oscilou entre 22 e 25 pontos, terminando com média de 24,09.

O único destaque positivo – para mim, na minha bolha – foi a abertura da novela, que manteve a icônica canção “Brasil” na voz de Gal Costa, homenageando a produção original e trazendo um momento de nostalgia para os fãs com a presença de Gal ao final do clipe. No entanto, esse acerto isolado não foi suficiente para salvar um primeiro capítulo que, até o momento, não justificou o investimento em um remake de um clássico tão querido da teledramaturgia brasileira. Seguirei com minhas atividades no horário nobre. A novela não me conquistou.

Fernando Gago não aprendeu nada com o Boca de Bianchi

Foto: TyC Sports

O Boca Juniors atravessa um período turbulento, evidenciado pela derrota por 2 a 0 para o Newell’s Old Boys na última rodada do campeonato argentino, em Rosário. Essa derrota custou ao Boca a liderança do Grupo A, o deixando com 23 pontos, um atrás do novo líder, Tigre. Os gols do Newell’s foram marcados por Luciano Herrera e um gol contra de Lautaro Di Lollo. Além disso, Edinson Cavani desperdiçou um pênalti crucial durante a partida.

A eliminação precoce na fase preliminar da Copa Libertadores para o Alianza Lima treinado por Néstor Gorosito, intensificou as críticas ao técnico Fernando Gago. O desempenho inconsistente da equipe sob seu comando gerou insatisfação entre torcedores e parte da imprensa setorista do clube se movimentou para apontar diversas críticas. Diante desse cenário, a diretoria do Boca Juniors já havia pensado demissão de Gago mês passado, buscando uma mudança de rumo para a equipe. No entanto, uma virada de mesa o manteve no cargo. Hoje ele coloca a culpa em seu fraco trabalho em terceiros, nunca em si mesmo.

Os métodos de treinamento de Gago foram alvo de controvérsias. Ele implementou práticas inovadoras, como exercícios matemáticos para aprimorar a agilidade mental dos jogadores. No entanto, essas abordagens não se traduziram em resultados positivos em campo, levando a questionamentos sobre sua eficácia. Mascherano tentou fazer isso com a base da seleção argentina e passou vergonha nas Olimpíadas. O técnico xeneize já teve ótimos treinadores que o moldaram no futebol, inclusive Sabella na Seleção. Mas ele parece não ter aprendido nada com nenhum de seus maestros.

A comparação nostálgica com o período vitorioso sob o comando de Carlos Bianchi é inevitável no contexto que envolve o Boca. O atual time não conseguiu replicar a solidez e o sucesso daquela era, evidenciando uma lacuna entre as expectativas e a realidade atual do clube. Desde a saída de Ibarra como técnico, o Boca não se reencontra mais em campo. Parece ter esquecido sua própria essência de enorme clube que é. Após o vice-campeonato da Libertadores 2023 sob o comando de Jorge Almirón, o trabalho de Diego Martínez não emplacou e colocou Fernando Gago para realizar o sonho de treinar o clube, mesmo ele não estando preparado ainda.

Dentro de campo, o zagueiro Marcos Rojo tem se destacado por sua liderança, esforçando-se para trazer estabilidade à defesa e orientar os companheiros em momentos difíceis. No entanto, o desempenho coletivo da equipe permanece aquém do esperado, refletindo os desafios que o Boca Juniors enfrenta nesta fase conturbada. E questão que fica é de até quando Gago será o técnico desse time que necessita urgente de novos ares em Ezeiza.

A vida presta e Shawn Mendes está no auge dela

Foto: Globoplay

O show de Shawn Mendes no Lollapalooza Brasil 2025 foi uma celebração vibrante da conexão especial entre o artista e o público brasileiro. Ele tem uma vibe única que entrega a cada canção. Desde a abertura com “There’s Nothing Holdin’ Me Back”, Shawn demonstrou uma energia contagiante, cativando os fãs presentes no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Seu show foi um dos melhores do festival até agora, junto com a queridinha da geração Z, Olivia Rodrigo e o popstar brasileiro Jão.

A setlist equilibrada transitou entre sucessos consagrados e faixas mais recentes do astro canadense. Clássicos como “Treat You Better” e “Señorita” foram entoados em coro pela plateia, evidenciando a sintonia entre o cantor e seus admiradores. Músicas do álbum “Shawn”, lançado em novembro de 2024, também marcaram presença, incluindo “Isn’t That Enough” e “Heart of Gold”, esta última acompanhada por uma emocionante homenagem dos fãs, que ergueram balões amarelos em memória de um amigo do cantor. 

A performance de “Mas Que Nada” foi um dos pontos altos da noite. Ao interpretar o clássico brasileiro, Shawn reafirmou seu apreço pela cultura nacional. Ao final da canção, ele surpreendeu ao dizer em português: “A vida presta”, uma referência à atriz Fernanda Torres, que viralizou nas redes sociais. A relação de Shawn Mendes com o Brasil é marcada por momentos significativos.

Desde sua estreia no país em 2017, no Rock in Rio, o cantor expressa carinho pelo público brasileiro. Em 2019, retornou para apresentações individuais, embora tenha enfrentado desafios, como o cancelamento de um show em São Paulo devido a problemas de saúde. Após uma pausa na carreira para cuidar da saúde mental, Shawn escolheu o Rock in Rio 2024 para seu retorno aos palcos, declarando: “Brasil, você é uma luz neste mundo”. 

Esse amadurecimento artístico foi evidente no Lollapalooza 2025. Shawn apresentou arranjos sofisticados e uma presença de palco confiante, refletindo sua evolução como músico e intérprete. A interação calorosa com os fãs, descendo do palco para abraçá-los e incorporando elementos da cultura brasileira em sua apresentação, reforçou a autenticidade de sua conexão com o país. Suas passagens pelo Brasil sempre deixam marcas e boas lembranças.

O encerramento com “In My Blood”, acompanhado por fogos de artifício, simbolizou não apenas a grandiosidade do espetáculo, mas também a resiliência de um artista que, ao longo dos anos, construiu uma relação sólida e afetuosa com seus fãs. Shawn Mendes não apenas entregou uma performance memorável, mas também reafirmou seu lugar especial no coração do público latino, assim como fez em Buenos Aires na semana passada. Além de tudo, mostra que está vivendo a melhor fase da carreira e da vida com o amadurecimento que demonstra no palco.

Quem é o autor de “Balada”, maior hit do futebol internacional atualmente

Essa música nunca pode ficar de fora das playlist’s dos principais estádios do mundo, especialmente os da Colômbia, do México, do Oriente Médio, de Portugal e claro, da Argentina. Nessa semana então, tocou em dobro. O compositor por trás do sucesso “Balada” (Balada Boa – Tchê Tchê Rere Tchê Tchê) de Gusttavo Lima é Cássio Sampaio. Natural de Pernambuco, ele se destacou no mercado da música sertaneja ao criar hits que marcaram época, em especial por escrever tanta música boa sozinho.

Além de “Balada”, música que virou a chave da carreira de Gusttavo e também deu nome ao escritório do cantor, Cássio também é o responsável por “Festa na Piscina”, gravada por Carlos & Jader, e o sucesso icônico “Inquilino”, interpretado por Naiara Azevedo. Seu talento para compor refrões marcantes e melodias envolventes fez com que suas músicas fossem gravadas por grandes nomes do gênero.

Foto: @cassiosampaiooficial

Balada”, lançada em 2011, se tornou hit mundial e atemporal, levando a música brasileira para diversos países no mundo. A letra chiclete acabou consolidando Gusttavo Lima como um dos principais nomes do sertanejo universitário. Ela chegou para o repertório do segundo DVD do cantor faltando poucas horas para o projeto ser gravado. Improvisando nos arranjos, Maestro Pinocchio nem conseguiu ensaiar com a banda e a música foi feita ao vivo, gravada diversas vezes para se tornar um video que iria pro DVD. Isso também ajudou o público a decorar a letra com muita facilidade e na mesma semana, ela já foi parar nas rádios se tornando o sucesso que é.

Nos últimos anos, “Balada” se tornou uma das músicas mais tocadas nos estádios e ficou atrelada ao futebol brasileiro internacionalmente. Talvez pela letra e melodia contagiante, ela caiu no gosto das torcidas. Na última terça-feira, o goleiro Dibu Martízes chegou a postar o hit para comemorar a vitória da Seleção Argentina contra o Brasil, na goleada por 4×1 no Monumental de Núñez. Se a música já era queridinha dos boleiros, agora se tornou ainda mais. Sorte do Cássio, autor único desse hit futebolístico!

Wesley Safadão deu ao público o que tanto queriam: Forró de verdade

O cantor Wesley Safadão lançou recentemente o álbum “Bem-vindo ao Meu Mundo: Forró & Vaquejada”, marcando um retorno às suas raízes musicais e resgatando a essência do forró tradicional. Gravado no Parque de Vaquejada Arena Jampa, em João Pessoa (PB), o projeto celebra a cultura nordestina e conta com a participação de grandes nomes do gênero, como Xand Avião, Brasas do Forró, Edson Lima (Limão com Mel), Zé Vaqueiro, Mano Walter, Natanzinho Lima e Raí Saia Rodada. 

Com 24 faixas, o álbum destaca-se por medleys como “Seis Cordas | Baião de Dois | Cavalo Lampião”, além de canções como “Manda Boi”, “Ponta de Faca” e “Pra Recomeçar”. Esses são clássicos que remetem ao forró de vaquejada, estilo que exalta as tradições nordestinas e tem forte ligação com as festas de vaquejada. A competição une a paixão do nordestino pelo forró, pelo cavalo Quarto de Milha e pela boa comida que sempre estão atrelados na modalidade.

O sucesso do álbum de Safadão reflete o desejo do público por um retorno às origens do forró, afastando-se de estilos mais recentes como o piseiro. O cantor atendeu a essa demanda ao revisitar suas influências e oferecer um trabalho autêntico que resgata a essência do forró tradicional. Safadão expressou sua satisfação com o projeto, afirmando: “Esse projeto sempre foi um sonho pra mim, pensei nele por muito tempo e estou muito feliz em saber que está cada vez mais próximo de se realizar.” 

O álbum “Bem-vinda ao Meu Mundo” está evidenciando a receptividade do público a essa retomada das raízes musicais de Safadão. O artista reafirma seu compromisso com a cultura nordestina e consolida seu papel como um dos principais representantes do forró tradicional na atualidade. O forró de vaquejada se diferencia de outros estilos do forró por sua forte ligação com a cultura sertaneja e com as tradições dos vaqueiros nordestinos.

Enquanto o forró eletrônico e o piseiro incorporam elementos mais modernos e urbanos, a vaquejada mantém a essência rústica, com letras que falam da lida no campo, da paixão pelo gado e da vida do vaqueiro. Os instrumentos também são fundamentais para essa identidade: a sanfona, o triângulo e a zabumba têm presença marcante, garantindo o ritmo autêntico que embala festas e competições de vaquejada pelo Brasil. Esse resgate promovido por Wesley Safadão reforça o orgulho nordestino e prova que, mesmo em meio a tantas modernizações musicais, o Nordeste segue firme na valorização de suas raízes. Além de tudo, é um mercado a parte na música brasileira.

Ramón Díaz se tornou o treinador argentino com mais títulos na história

Don Ramón desbancou Helenio Herrera, Marcelo Gallardo e Carlos Bianchi ao conquistar Paulistão pelo Corinthians;

Foto: La Nación

Ramón Ángel Díaz tem uma carreira marcada por sucessos e desafios como um dos treinadores mais experientes do futebol argentino. Como jogador, destacou-se como atacante no River Plate e em clubes europeus, incluindo Napoli, Fiorentina, Internazionale e Monaco. Pela Internazionale, conquistou a Serie A na temporada 1988–89, e pelo Monaco, venceu a Copa da França em 1991. Além disso, integrou a seleção argentina na Copa do Mundo de 1982.

Após encerrar sua carreira como jogador, Ramón Díaz iniciou sua trajetória como técnico no River Plate em 1995. Durante sua primeira passagem pelo clube, obteve notável sucesso, conquistando a Copa Libertadores de 1996 e múltiplos títulos do Campeonato Argentino. Seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento de talentos como Ariel Ortega, Hernán Crespo e Marcelo Gallardo. O técnico tem um estilo voltado ao de dois treinadores de mesmo nome que o inspiram: Carlos Bianchi e Carlos Bilardo.

Além do River Plate, Díaz comandou equipes como San Lorenzo, onde venceu o Campeonato Argentino (Clausura) em 2007, e fez uma passagem recheada de títulos no Al-Hilal, da Arábia Saudita, conquistando o Campeonato Saudita (2016–17 e 2021–22) e a Copa do Rei (2017 e 2022–23). No Brasil, teve uma breve passagem pelo Vasco da Gama em 2023, ajudando o clube a evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Sua frase “Vasco no vá bajar” ficou famosa como lema dele difícil ano pro clube.

Ramón Díaz é reconhecido por sua capacidade de motivar equipes e implementar estilos de jogo defensivos. Isso passa uma segurança para alguns, mas eleva críticas de outros que hoje enxergam o futebol cada vez mais ofensivo. Sua experiência internacional lhe confere uma visão ampla do futebol, permitindo adaptações táticas conforme as necessidades da equipe. Além disso, é habilidoso na gestão de vestiário e no desenvolvimento de jovens talentos. Tem um olhar apurado para ver de longe o talento de novos craques.

Apesar dos sucessos na carreira, Díaz enfrentou críticas, especialmente relacionadas à sua passagem pelo Vasco da Gama em 2024. Sob seu comando, o time foi eliminado na semifinal do Campeonato Carioca pelo Nova Iguaçu e sofreu uma goleada de 4–0 para o Criciúma, levando à sua demissão em abril de 2024. Esses resultados levantaram questionamentos sobre sua capacidade de manter consistência em diferentes contextos. 

Em 10 de julho de 2024, Ramón Díaz foi anunciado como treinador do Corinthians, assinando contrato até dezembro de 2025. Sua chegada trouxe expectativas de reestruturação e melhoria de desempenho para o clube. Sob seu comando, o Corinthians evoluiu no campeonato Brasileiro de 2024 e neste ano já alcançou uma conquista importante, como contra o Palmeiras na final do Campeonato Paulista. No entanto, a equipe também enfrenta desafios, incluindo derrotas significativas como para o Barcelona de Guayaquil na pré-Libertadores, que colocou o time somente na Sulamericana. Esses altos e baixos refletem a necessidade de maior consistência e estabilidade sob sua liderança.

Em resumo, Ramón Díaz possui uma carreira repleta de conquistas e desafios. Sua experiência e habilidades são inegáveis, mas os resultados recentes indicam a importância de adaptações e estratégias eficazes para alcançar sucesso contínuo no comando do Corinthians. O clube nessa temporada é favorito para o título da Sula, além de forte candidato na Copa do Brasil.

Com a conquista do Paulistão 2025, “Don Ramón” se tornou o técnico argentino com mais títulos na história. O bilardista tem 17 títulos na carreira como treinador, ficando a frente de Helenio Herrera (16), Marcelo Gallardo (15) e Carlos Bianchi (15). Esse é um dos motivos que o fazem ter mais motivação para continuar à beira do gramado, ao lado de Emiliano Díaz, por muito tempo ainda e tendo a chance de somar mais conquistas à sua brilhante trajetória.