Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Rionegro & Solimões estão cometendo o mesmo erro de Bruno & Marrone

Foto: Instagram

Tem coisas que a gente custa a entender. Uma delas é ver artistas consagrados jogando o talento fora com escolhas duvidosas. Rionegro & Solimões estão atravessando uma dessas fases. A dupla, que ajudou a construir a identidade do sertanejo nos anos 90 e 2000, agora parece perdida, tentando seguir tendências que não combinam com sua essência. Estão errando como Bruno & Marrone: insistindo em músicas fracas, sem alma, como se isso fosse abrir espaço entre os artistas mais jovens. Spoiler: não vai.

Me surpreendi recentemente com um anúncio deles no instagram, oferecendo um pix de 400 reais para quem se cadastrasse na promoção e ouvisse a nova música “O Peão Voltou”. Tá aí uma coisa que só artista que necessita de engajamento faz em lançamento de música ruim. E outra: Nem pagando ouvirei algo produzido pelo produtor musical inominável deles, que – acredite – é aquele mesmo que tem estragado a vida de Bruno & Marrone. Coincidência? Infelizmente não!

Rionegro & Solimões têm repertório para cantar pelo resto da vida sem precisar lançar mais nada, assim como Leonardo e Zezé & Luciano, por exemplo. Uma dupla que já entendeu isso claramente são os conterrâneos de R&S vindos de Franca (SP), Gian & Giovani, que lançaram um projeto do Lado B deles mesmos recentemente. Se montassem um show só com os sucessos antigos de Rionegro & Solimões, seria um espetáculo de primeira — cheio de emoção, lembrança boa e respeito do público.

E o mais curioso é que, anos atrás, eles até arriscaram algo diferente com “O Cowboy Vai Te Pegar”. Era comercial, divertido e até funcionava dentro do seu tempo. Mas o que vem sendo lançado agora está muito abaixo da média. Falta inspiração, falta verdade. Não tem público jovem, nem experiente que goste. É como se estivessem tentando agradar um público que nem é o deles. E nessa tentativa de se reinventar a qualquer custo, estão se afastando justamente dos fãs que os colocaram onde estão. É triste ver artistas desse tamanho presos à ideia de que precisam parecer modernos o tempo todo. Não precisam. Precisam apenas ser eles mesmos.

Leonardo entendeu isso perfeitamente, como já citado. O cantor vai gravar um DVD com 50 clássicos da própria carreira. Isso é reconhecer o valor do próprio legado. É ter consciência do impacto que a sua história tem na vida das pessoas. Rionegro & Solimões poderiam seguir por esse mesmo caminho: olhar para trás com orgulho e usar isso como combustível, em vez de se perder tentando acompanhar modinhas que não têm nada a ver com eles.

Ainda dá tempo de virar esse jogo. Mas, pra isso, é preciso lembrar quem eles são. E lembrar que a história que eles construíram vale muito mais do que qualquer hit descartável. Inclusive, Rionegro teve composições incríveis feitas junto com o parceiro de caneta, Domiciano. Só essas obras gravadas principalmente por Chrystian & Ralf dariam um projeto surreal de diferente e com muita qualidade. Ah, difícil a vida de quem gosta de sertanejo atualmente, não é mesmo? Vamos ouvir as guitarras do Ximbinha mesmo, pra não passar mais raiva ainda!

“Vitória” é a maior bilheteria da carreira de Fernanda Montenegro, que pode voltar ao Oscar

Foto: Sony Pictures

Não assistiu Vitória ainda? Olha que o Major Messias vai atrás de você, hein… O filme segue firme como um fenômeno de bilheteria, mesmo diante da forte concorrência de grandes lançamentos como Branca de Neve, em sua nova versão live-action, e o aguardado Minecraft, adaptação do popular jogo que acabou de estrear. Com uma trama envolvente, direção sensível e atuações marcantes, o longa conquistou não apenas o público brasileiro, mas também vem despertando atenção internacional.

Em meio a blockbusters recheados de efeitos visuais, Vitória brilha ao apostar na emoção, no roteiro bem construído, realista e em uma narrativa profundamente humana. O filme foi visto até agora por mais de 585 mil pessoas e arrecadou 12 milhões em bilheteria, se tornando a maior da carreira da protagonista da produção, Fernanda Montenegro. A atriz que entrega uma das atuações mais potentes de sua trajetória, já foi indicada ao Oscar em 1999 por Central do Brasil, mas acabou perdendo para Gwyneth Paltrow (conhecida como viúva do Tony Stark).

Agora, a “dama da dramaturgia brasileira” retorna aos holofotes da crítica com chances de uma merecida “vingança”. Sua performance em Vitória tem sido amplamente elogiada pela crítica especializada e a produção do filme já começou a trabalhar para o caminho até o Oscar. O filme conta a história real de Joana da Paz, uma mulher que enfrentou um sistema muito bem articulado entre tráfico e milícia para se libertar de todo perigo que presenciava pela janela de seu apartamento.

A narrativa dialoga com temas urgentes como a violência, a dignidade e a redenção, sem cair em clichês. Essa combinação tem encantado plateias diversas, emocionando desde jovens cinéfilos até espectadores mais experientes, muitos dos quais acompanham Fernanda Montenegro há décadas. O longa foi muito fiel aos principais pontos descritos no livro “Dona Vitória – Joana da Paz”, escrito por Fábio Gusmão, vivido no filme por Alan Rocha.

Mesmo com o apelo comercial de Minecraft, que atrai o público infantojuvenil em massa, e com o fascínio visual de Branca de Neve, que aposta em nostalgia e magia, Vitória vem se mantendo no topo do ranking de ingressos vendidos. O filme prova que ainda há espaço para dramas adultos e sensíveis em meio ao domínio dos grandes estúdios e efeitos especiais. Esse feito é literalmente uma vitória para o cinema nacional e para os fãs de histórias contadas com o coração.

A possível indicação de Fernandona ao Oscar 2026 já é tratada como uma reparação histórica. Se for indicada, a atriz poderá encerrar sua carreira com a estatueta que muitos consideram ter-lhe sido injustamente negada há 26 anos. Vitória é mais do que um filme de sucesso — é um símbolo da força do cinema brasileiro, da resistência dos grandes artistas do elenco e da arte que, mesmo em tempos digitais, ainda emociona e transforma nossas vidas.

Xaropinho ganha mais espaço no SBT conquistando novas gerações

Foto: @xaropinhooficial_

O mascote Xaropinho é um dos personagens mais icônicos da televisão brasileira. Ele faz parte da infância dos mileniuns e da geração Z. O boneco, um rato irreverente e divertido que fala tudo o que pensa, foi idealizado por Eduardo Mascarenhas para o Programa do Ratinho. Seu jeito irreverente, bordões marcantes como “Rapaaaaz!”, e suas interações bem humoradas com o apresentador logo conquistaram o público, tornando ele peça fundamental no programa.

O sucesso foi tão grande que Xaropinho ultrapassou os limites do Programa do Ratinho e se transformou em uma marca por si só. Prova disso foi o lançamento do achocolatado Xocopinho, que reforçou ainda mais sua popularidade entre as crianças e os fãs do personagem. Quem não comprou esse achocolatado e nunca mais quis saber do Nescau? Além do Xocopinho, o ícone Xaropinho agora tem bonecos, pelúcia, almofadas, camisetas e tudo que dá pra fazer com sua imagem. Muitos inclusive fazem festa de aniversário com seu tema.

Nos últimos tempos, Xaropinho tem ganhado ainda mais espaço na televisão, agora como jurado no Programa Silvio Santos com Patrícia Abravanel. Sim, ele é jurado e tem até música: O Xaropinho lá, lalala lala… Sua presença traz um toque especial e divertido ao programa, cativando tanto antigos fãs quanto um novo público. Suas piadas então, seguem atuais e engraçadas com um humor genuíno que ele sabe fazer. Com sua voz característica e comentários engraçados, ele se consolidou como uma figura querida na TV brasileira, provando que, mesmo após décadas, Xaropinho continua sendo um verdadeiro fenômeno. Xaropinho também já havia participado de outros programas da casa, como aquela apresentado pela Carla Pérez nas tardes de sábado. Ele sabia dançar todas as músicas!

Mas o personagem quando precisa também sabe emocionar. Xaropinho quando perdeu seu amigo Louro José prestou uma fofa homenagem junto ao apresentador Ratinho para Tom Veiga. No programa do patrão, o boneco ganha vida fazendo comentários no quadro do bexigão e zoando os cantores que vão ao Boteco do Ratinho – principalmente duplas que não sabem cantar “Amargurado” de Tião Carreiro. Isso quando ele não inventa cantat músicas para o apresentador e ele fica bravo, arremessando até o sapato no Xaropinho. O entrosamento deles é único, do nível de Palmirinha e boneco Guinho. Com toda sua alegria e espontaneidade, Xaropinho atravessa gerações e conquista o público cada vez mais por ser como é, fazendo seu trabalho de forma icônica.

Além do sucesso na televisão, Eduardo Mascarenhas, criador e intérprete de Xaropinho, também se dedica a um trabalho voltado para a fé e a espiritualidade. Ele leva o personagem para eventos em igrejas, usando o humor como ferramenta para transmitir mensagens motivacionais, de fé e de valores cristãos do jeito irreverente que sabe fazer. Essa faceta menos conhecida de Xaropinho mostra como o boneco vai além da comédia, conquistando públicos diversos e reforçando sua importância, não só no entretenimento, mas também em iniciativas sociais e educativas. Por essas e outras façanhas, Xaropinho é um ícone que já entrou para a história do entretenimento, trazendo alegria como ninguém.

Foto/Reprodução: Instagram

De roqueiro a devoto: Quem são os técnicos que mais chamam atenção na Libertadores 2025

Cada patacoada que eles arrumam, que só vendo…

• Leonel Álvarez – Bucaramanga: Mais parece ter surgido de uma banda de thrash metal. Seu estilo é o mesmo de seus tempos de jogador, mas dessa vez os cabelos grisalhos, a cara de mal e as tatuagens o deixaram ainda mais roqueiro. Conhecido por priorizar a solidez defensiva e transições rápidas ao ataque, o técnico quer fazer boa campanha com o time colombiano na Libertadores;

• Segundo Castillo – Barcelona de Guayaquil: Ele roubou a cena desde a pré-Libertadores contra o Corinthians, pelo estilo elegante de se vestir para cada jogo. Parece que vai pro Oscar toda vez que entra em campo. O treinador implementa uma estratégia ofensiva com pressão constante e controle de bola, como evidenciado na vitória que o colocou na fase de grupos da competição;

• Gustavo Costas – Racing: Religioso desde criança, sua fé faz toda diferença na sua carreira desde seus tempos no futebol paraguaio. Mesmo treinando cada time tranqueira, ele sai com a vitória de forma inexplicável. É uma versão de Solange Bichara (presidente da Mocidade Alegre) no futebol, carregando centenas de terços em todos os jogos. Gustavo utiliza o esquema 3-5-2, enfatizando alas ofensivos e um meio-campista criativo, resultando em um time eficiente contra clubes brasileiros principalmente;

• Omar de Felippe – Central Córdoba: Charmoso, ele tem uma das histórias mais legais entre os treinadores dessa temporada. De Felippe foi combatente do Exército argentino na Guerra das Malvinas. Ano passado venceu a Copa Argentina e classificou a equipe para a Libertadores. O DT foca em uma defesa organizada e aproveitamento de bolas paradas;

• Abel Ferreira – Palmeiras: Chamado por muito de bruxo ou de ter pacto com o demo, antes suas vitórias eram surreais, dando realmente margem para os boatos de que fazia rituais nos intervalos para vencer. O pacto parece ter acabado, pois até o Cavalinho do Palmeiras anda sem desculpsas para a atual fase do time. Abel adota um estilo de jogo pragmático e eficiente, com ênfase na solidez defensiva, pressão alta e transições rápidas, geralmente utilizando o esquema 4-2-3-1;

• Jorge Almirón – Colo-Colo: Vice da Libertadores por duas vezes, suas aulas com profe Ricardo La Volpe estão fazendo falta há tempos. Mas segue sendo galã no futebol chileno – o que não é muito difícil. Almirón desde seu trabalho no Lanús prefere um futebol ofensivo e de posse, buscando controlar o jogo e criar oportunidades através de movimentação intensa. Também utiliza as linhas lavolpianas como estilo de jogo;

• Néstor Gorosito – Alianza Lima: Recentemente sua frase para definir “La Bombonera” virou meme da torcida e serviu de recado para uma mística do estádio do Boca que não funciona mais. Conhecido por priorizar a posse de bola e um jogo ofensivo, Gorosito está visando devolver o Alianza Lima ao topo do futebol peruano;

Eduardo Domínguez – Estudiantes de La Plata: Parece ator de filme de suspense que no final não tem nenhum plot-twist interessante. Valoriza a organização defensiva e transições rápidas para o ataque. Sua influência do futebol de Santa Fe (especialmente do Colón), revitalizou o Estudiantes e busca voos altos nessa temporada;

Javier Rabanal – Independiente del Valle: Importado da Espanha, tenta ser o Ismael Rescalvo 2.0 do futebol equatoriano. Focado em um futebol de posse e flexível no estilo da escola holandesa, onde se fez treinador, coloca o time para se adaptar se às circunstâncias do jogo. Com ênfase na formação de jovens talentos, também quer deixar um legado nessa nova geração do país;

Fabián Bustos – Universitario: Matemático apaixonado por números e estatísticas, sua paciência é o que mais chama atenção à beira do gramado. Mas também é sistemático com tudo no trabalho. Aposta em um estilo de jogo direto e físico, explorando jogadas aéreas e bolas paradas. Tem vício em crias estratégias para derrotar os adversários;

Martín Palermo – Olimpia: Está aqui por ser meu xará e pela beleza. Brincadeira. No ano passado venceu seu primeiro título como treinador, que promete ser o de muitos em uma carreira construída na escola Bianchista onde se moldou. Incentiva um ataque posicional, com construção paciente e aproveitamento de espaços em campo. É um dos técnicos mais promissores do continente;

Diego Aguirre – Peñarol: Um técnico simpático fora de campo, mas dentro se torna um gladiador. Tem métodos de supertição para cada jogo, o que ajuda em sua eficiência tática. Combina solidez defensiva com contra-ataques rápidos, utilizando linhas compactas. Levou o Peñarol longe no ano passado e quer repetir o feito;

Filipe Luis – Flamengo: Com o cabelo mais invejado do Brasil, atualmente é o melhor técnico da nova geração – o que também não é muito difícil pela qualidade baixa dos colegas. Defensivamente, posiciona o time bem e antecipa jogadas, enquanto no ataque contribui com jogadas precisas e apoio constante, sem depender tanto do adversário. Pode surpreender muito na competição e tomara que não chamem ele pra tranqueira da seleção brasileira;

• Marcelo Gallardo – River Plate: Tão elegante quando o técnico do Barcelona SC, Gallardo tem seu estilo próprio de se vestir e sempre está atento em tratar bem quem está a sua volta. Ele implementou um estilo de jogo intenso, ofensivo e dinâmico. Seu time se destaca pela pressão alta, controle da posse de bola e transições rápidas. River é o time argentino mais bem preparado para a Libertadores e quer voltar a vencer;

Javier Gandolfi – Atlético Nacional: Os ares de Medellín só deixou Javier mais bonito. Parece ator mexicano das novelas que o SBT adora passar nas tardes da TV. O técnico enfatiza a posse de bola e construção desde a defesa, promovendo um jogo ofensivo equilibrado;

Guillermo Schelotto – Vélez Sarsfield: Tem cara de vocalista daquelas bandas com nomes estranhos que toca uma vez no Lollapalooza e somem. Um pamonha que não aprendeu nada com Bilardo e Bianchi, pois sempre perde como um bielsista. Prefere um futebol ofensivo com pressão alta e transições rápidas, buscando dominar o adversário. O que raramente tem conseguido!

Qual eles é seu favorito para acompanhar na Libertadores desse ano?

DVD “Revelação – 30 anos de História” ainda é o melhor do ano

Únicos concorrentes à altura estão no forró, com Taty Girl, Márcia Fellipe e Wesley Safadão

Foto: Instagram

Nada de novo no fronte. Assim estão os projetos audiovisuais desse ano, que começou sem muitas novidades e nada tão impressionante por parte dos artistas de diversos gêneros. O mercado de DVD’s musicais anda cada vez mais acelerado, com alguns querendo estourar uma música do dia pra noite. Outros fazem coisas gigantesas por puro ego, mas o repertório deixa a desejar. E até o momento, apenas quatro projetos se destacaram de verdade como os grandes do ano: Grupo Revelação – 30 Anos de História, Taty Girl – O baú da Taty, Márcia Fellipe – Retrô e Wesley Safadão com seu DVD de vaquejas e forró raiz.

O álbum ao vivo do Revelação é uma verdadeira celebração à história do grupo, que há três décadas embala o pagode com sua identidade inconfundível. A gravação reuniu convidados renomados como Péricles e o próprio Xande de Pilares. Produzido por Bira Hawai, o projeto trouxe uma setlist que passeia por toda a trajetória da banda, entregando nostalgia e qualidade sonora de sobra. Para quem ama o estilo, é um prato cheio. Até o momento, pelo repertório e pelo contexto do álbum, é o melhor projeto ao vivo do ano com sobras.

Taty Girl foi além e entregou o que pode ser chamado de o maior baú da história do forró. Esse DVD mergulha fundo nos clássicos do gênero, trazendo sucessos que marcaram gerações e que até hoje embalam festas e vaquejadas pelo Nordeste. O projeto reforça a importância da artista dentro do forró e resgata a essência de um tempo em que as bandas dominavam o cenário. Ela acertou em cheio e vive a melhor fase de sua carreira até então valorizando sua trajetória e a de parceiros no palco.

Seguindo essa mesma linha, Márcia Fellipe apostou no formato retrô mais uma vez e fez bonito com o repertório escolhido. O DVD traz clássicos do forró, relembrando grandes momentos da sua carreira e colocando em evidência canções que nunca saem de moda na sua voz. É daqueles lançamentos que fazem o público cantar junto do começo ao fim. O que são os feats de Márcia com Safadão cantando “Farra da Marcinha”, dos tempos de Garota Safada e seu encontro com Felipão – Forró Moral, dançando ao som de “Sem Querer”?!

E fechando essa lista, Wesley Safadão apostou em um projeto que fala diretamente com seu público fiel: “Bem-vindo ao meu mundo – Forró e Vaquejada”. Sempre inovando e trazendo grandes feitos para o mercado, Safadão entrega um trabalho pensado para os amantes do sertanejo e forró de vaquejada, um estilo que tem cada vez mais força no Brasil. Sua essência está ali, como pedida há muito tempo pelos fãs do cantor. Wesley sempre que quer sabe surpreender, assim como gravou músicas do sertanejo no arrocha, projeto também lançado neste ano.

Se 2025 começou assim, já dá para imaginar que teremos outros grandes lançamentos vindo por aí do forró e do pagode. Mas até agora, esses são os DVDs que marcaram o começo desse ano, que está voado diga-se de passagem. Infelizmente quem está deixando a desejar nos lançamentos é o sertanejo. Murilo Huff é quem apostou em um projeto mais intimista e surpreendeu. Vamos ver o que Léo Magalhães tem preparado para os 20 anos de sucesso dele. Não mais, é aguardar e conferir o que já temos de bom.

Para ouvir e assistir todos os álbuns citados, busque na Deezer e no Youtube. Divirta-se!

Galvão estreia em alto estilo na Band e se torna melhor opção para as segundas

Foto: Arquivo Pessoal

A estreia de “Galvão e Amigos” na Band era um momento muito esperado desde sua contratação, e eu, claro, fui conferir. No começo, parecia que seria um monólogo do Galvão – e vamos combinar, isso não seria nenhuma surpresa. Mas, com o tempo, ele conseguiu dar espaço para os convidados, e aí o programa engrenou de vez. Com Mauro Naves, Falcão, Casagrande e o convidado especial, Ronaldo, na roda, a conversa fluiu como um bom papo de resenha futebolística deve ser. O melhor de tudo: Sem a bagunça e a barulheira que certos concorrentes oferecem.

Um dos pontos altos da noite foi a pancada na CBF e na seleção brasileira. Com razão, porque a fase é desastrosa e merece mesmo ser questionada. Mas não ficou só nisso. Ronaldo contou os segredos de sua candidatura à presidência da entidade não ter saído do papel. O programa soube equilibrar bem as críticas com boas lembranças do passado, aquelas histórias que fazem qualquer fã de futebol sorrir. Detalhe importante no decorrer da atração: Ele não citou o Ayrton Senna em nenhum momento aleatoriamente – um dia de paz para o piloto no céu.

Se compararmos com o antigo “Bem, Amigos”, a diferença é gritante. No Sportv, tinha gente que não agregava em nada, pelo contrário, atrapalhava o Galvão e deixava o programa mais arrastado do que deveria ser. Agora, na Band, com um time mais afiado e participativo, o formato ficou muito mais solto e divertido. Tem debate, tem conversa boa, tem alfinetadas, tem nostalgia e, principalmente, tem conteúdo de verdade.

Tenho minhas críticas ao Galvão, como muita gente tem. Às vezes ele exagera em certas coisas, se alonga demais, cita pessoas em vão, mas não dá para negar: quando o assunto é contar histórias e mediar debates, ele é imbatível. Nem vemos o tempo passar. E, gostem ou não, ele segue sendo o maior narrador em atividade no Brasil. A forma como ele conduz as discussões e traz emoção para qualquer assunto, seja como apresentador ou como a voz dos jogos, é um diferencial que ninguém mais tem.

Com essa estreia, “Galvão e Amigos” se firma como a melhor opção para as noites de segunda-feira. Tem carisma, tem informação e acima de tudo, tem aquele espírito de resenha que todo amante do futebol gosta de acompanhar após um fim de semana cheio de jogos. Se mantiver esse ritmo, Galvão vai voar sem concorrência no horário nobre da programação esportiva. Ah, e como todo programa bom de assistir, merecia mais tempo no ar. 1h30 vai ser pouco pela qualidade entregue e por sua sagacidade em falar. Esse é o dom que ele tem e que todo comunicador inveja.